quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Principais pensadores

No século XVII o francês René Descartes concebeu um modelo de verdade incontestável. Segundo este autor, a verdade poderia ser alcançada através de duas habilidades inerentes ao homem: duvidar e refletir. 

René Descartes

Isaac Newton por meio de seus experimentos e observações, conseguiu elaborar uma série de leis naturais que regiam o mundo material. Tais descobertas acabaram colocando à mostra um tipo de explicação aos fenômenos naturais independente das concepções de fundo religioso. Dessa maneira, a dúvida, o experimento e a observação seriam instrumentos do intelecto capazes de decifrar as “normas” que organizam o mundo.
Deduziu o principio da gravitação universal. Ele demonstrou, de forma clara e precisa, que a luz branca é formada por uma banda de cores que podiam separar-se por meio de um prisma. 
Além disso deixou como herança as conhecidas três leis de Newton: Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele; A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida; Para cada ação há uma reação de igual força e contrária.


Isaac Newton


Para Jhon Locke os cidadãos tem o direito de derrubar os governos que não respeitam seus direitos. Locke dizia que todos os homens, ao nascer, tinham direitos naturais: direito à vida, à liberdade e à propriedade. Locke pode ser considerado como o marco da democracia liberal com a importância dada pelo seu pensamento à ideia de tolerância.
Essa concepção lançada por Locke incitou uma dura crítica aos governos de sua época, pautados pelos chamados princípios absolutistas, pois para os iluministas a fé não poderia interferir ou legitimar os governos. 
 
Jhon Locke
 
No ano de 1748, na obra “Do espírito das leis”, o filósofo Montesquieu defende um governo onde os poderes fossem divididos. O equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderia conceber um Estado onde as leis não seriam desrespeitadas em favor de um único grupo. A independência desses poderes era contrária a do governo absolutista. Montesquieu revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista decadente, bem como do clero católico.
Montesquieu
A supremacia do poder real foi fortemente atacada pelo francês Voltaire. Segundo esse pensador, a interferência religiosa nos assuntos políticos estabelecia a criação de governos injustos e legitimadores do interesse de uma parcela restrita da sociedade. Sem defender o radical fim das monarquias de sua época, acreditava que os governos deveriam se inspirar pela razão tomando um tom mais racional e progressista. Ele frequentemente usou suas obras para criticar a igreja católica e as instituições francesas do seu tempo. Ficou conhecido por dirigir duas críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza.

Voltaire

Jean-Jaques Rousseau criticava a civilização ao apontar que ela privava a bondade inerente ao homem. Para ele, a simplicidade e a comunhão entre os homens deveriam ser valorizadas como itens essenciais na construção de uma sociedade mais justa. Entretanto, esse modelo de vida ideal só poderia ser alcançado quando a propriedade privada fosse sistematicamente combatida. Criou o ideal de Estado no qual todas as pessoas deveriam participar do governo e as decisões deveriam ser tomadas pela vontade geral.

Rousseau
A ação difusora dos filósofos Diderot e D’Alembert foi fundamental para que os valores iluministas ganhassem tamanha popularidade. Em esforço conjunto, e contando com a participação de outros iluministas, esse dois pensadores criaram uma extensa coleção de textos da época reunidos na obra “Enciclopédia”.

Diderot e D' Alembert

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Imagem

Extrato do frontispício da Encyclopédie. (1772)
Foi desenhado por Charles-Nicolas Cochin e ornamentado por Bonaventure-Louis Prévost.

Iluminismo, Esclarecimento ou Ilustração

Latim: iluminare
Alemão: Aufklärung
Inglês: Enlightenment
Italiano: Illuminismo
Francês: Siècle des Lumières ou Illuminisme
Espanhol: Ilustración


Não há um consenso quanto à data de início da era do Iluminismo. Importantes contemporâneos ressaltam as origens do Iluminismo no século XVII tardio, enquanto que boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência.

Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas, correntes intelectuais e atitudes religiosas.
Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.

O auge desse movimento atingiu-se no século XVIII, o qual passou a ser conhecido como Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na frança, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil. 

O objetivo desses movimentos revolucionários era destruir as estruturas econômicas, sociais e políticas que sustentavam o Antigo Regime, tais como o direito divino dos reis, a política econômica mercantilista e o poder político da Igreja Católica.

Os iluministas caracterizavam-se pela importância que davam à razão. Somente por meio da razão, afirmavam ser possível compreender perfeitamente os fenômenos naturais e sociais.  Essas idéias baseavam-se no racionalismo.  

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas¹, contrários ao absolutismo² do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.

Segundo os iluministas, cada pessoa deveria pensar por si própria, e não deixar-se levar por outras ideologias que, apesar de não concordarem, eram forçadas a seguir. Pregavam uma sociedade “livre”, com possibilidades de transição de classes e mais oportunidades iguais para todos. Economicamente, achavam que era da terra e da natureza que deveriam ser extraídas as riquezas dos países.

Os iluministas preocuparam-se em denunciar a injustiça, a dominação religiosa, o estado absolutista e os privilégios enquanto vícios de uma sociedade que, cada vez mais, afastava os homens do seu “direito natural” à felicidade. Segunda a visão desses pensadores, sociedades que não se organizam em torno da melhoria das condições de seus indivíduos vivenciam uma realidade incapaz de justificar sua própria existência. 
O pensamento iluminista acreditava que a natureza divina estava presente no próprio indivíduo e, por isso, a razão e o experimento eram meios seguros de compreensão da essência divina.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa. 




                                              França: país símbolo do iluminismo




Mercantilismo¹ corresponde a uma doutrina econômica que se afirmou na Europa colonial dos séculos XVI e XVII e que se baseava na convicção de que a riqueza e o poder de um país dependiam da quantidade de metais preciosos que esse mesmo país conseguia acumular. Foi a base da economia, subordinada à política, com forte taxação nas importações, busca de mercados e aumento do território através de guerras que empobreciam o país e os pobres, em contraste com a opulência nas cortes e palácios.

Absolutismo² compreende o processo de centralização política nas mãos do rei. É resultado da evolução política das Monarquias Nacionais, surgidas na Baixa Idade Média; fruto da aliança rei - burguesia. Os soberanos passaram a concentrar todos os poderes, ficando os cidadãos excluídos de qualquer participação e controle na vida pública.