quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Revolução Industrial

A Revolução Industrial é definida como a “constante revolução dos meios de produção”, nas palavras de Marx.
A Revolução Industrial britânica foi qualificada, pelos historiadores, como o acontecimento mais importante da história universal desde a revolução neolítica (desenvolvimento da agricultura e aparecimento das cidades). Difundiu-se, primeiro na Europa e depois, pelo restante do mundo, no século XIX, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte. Alterou drasticamente as condições de existência da população humana, podendodo-se, portanto, dizer que foi a “grande ruptura” da história humana.
A revolução industrial transformou um setor industrial já existente ao introduzir novas maneiras de produzir as mesmas coisas. 
A acumulação de capitais nas mãos dos comerciantes e a abertura dos mercados, proporcionada pela expansão marítima, estimularam o crescimento da produção, exigindo mais mercadorias e preços menores.
Ocorreu um aumento na produtividade do trabalho, devido à divisão social da produção, cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um único produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao Oriente como em direção à América.
O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o artesão trabalhava em casa, recebendo o pagamento combinado.
Surgiram depois as primeiras fábricas, com trabalhadores assalariados, sem nenhum controle sobre o produto de seu trabalho. O trabalhador passou a estar sub­metido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário.               
Essa “radical transformação da vida humana” criou o trabalhador “livre”, possuidor apenas de sua força de trabalho, e obrigado a vendê-la, em troca de um salário.
Os novos operários eram, basicamente, antigos camponeses (pequenos proprietários agrários ou servos) expropriados ou expulsos de suas terras, e artesãos expropriados dos seus instrumentos de produção.
O novo sistema industrial transformou as relações sociais e criou duas novas classes sociais. Os empresários (capitalistas): proprietários dos capitais, prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. Os operários, proletários ou trabalhadores assalariados:  possuiam apenas sua força de trabalho e a vendiam aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários. 

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